Luiz Carlos Pais
Tudo vale a pena se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)
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Efeito Auréola
Efeito auréola ou efeito halo é um conceito desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Edward Thorndike, no início da década de 1920, momento inicial da psicologia cognitiva e quando estava sendo diferenciada o condicionamento respondente do condicionamento operante. Nesse contexto, o efeito auréola foi formulado para designar uma tendência forte que o ser humano tem de vivenciar um viés cognitivo onde prevalece no plano psíquico do indivíduo a percepção de uma única característica de um objeto ou pessoa. Trata-se de uma forma de aprendizagem intuitiva, imediata e sem o suporte de um raciocínio lógico. A princípio, o efeito auréola traduz apenas uma maneira de aprender na qual prevalece certa intuição de alguns aspectos que podem ser positivos ou negativos.

Uma luz amarela deve ser acessa quando a pessoa extrapola os limites plausíveis de validade desse tipo de aprendizagem. Afinal como diz a sabedoria popular “nem tudo que reluz é ouro” ou para na importância do discernimento entre as aparências enganosas e as virtudes essenciais. Muitas vezes, diante de uma nova situação, podemos perceber alguma coisa diferente que parece se destacar de imediato daquela realidade.

Finalmente, cumpre ressaltar que o efeito auréola é algo muito diferentes de preconceitos ou ideologia que estão mais voltados para o campo das diferenças sociais. Por outro lado, a partir da psicologia analítica de orientação junguiana é possível associar as origens desse fenômenos como conteúdos incrustados no inconsciente pessoal ou coletivo do indivíduo. Tudo funciona como se diante de uma situação inesperada ocorre a constelação de alguns complexos, intensamente afetivos, levando a pessoa a pavimentar uma atitude de julgamento sobre o objeto ou pessoa considerados.
Luiz Carlos Pais
Enviado por Luiz Carlos Pais em 16/01/2026
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