Jornal O Libertas de 1911
Na história da imprensa de São Sebastião do Paraíso, MG, em 1911, foi lançado o jornal O Libertas, sob a direção de José de Souza Soares, advogado formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco de São Paulo. Dois anos antes, após a sua colocação de grau, ele retornou para a terra natal, onde iniciou carreira de advogado na comarca local. No mesmo contexto estava também iniciando carreira política. Eleito vereador, foi vice-presidente da câmara municipal e assumiu o cargo de agente municipal (prefeito), por um período de um ano. Durante esse período, liderou uma campanha para que os cofres municipais adquirissem o Ginásio Paraisense, fundado pelo padre Benatti. Com vasta formação cultural, Souza Soares exerceu o jornalismo por vários anos, iniciando com a direção de O Libertas, e depois como colaborador de outros jornais.
Entre os redatores de O Libertas estavam os advogados José Aristeu de Castro, Manuel Marcelino de Oliveira e Antônio Vilela de Castro. Em seu livro São Sebastião do Paraíso e sua História (1945), Souza Soares registrou o empenho dos redatores do referido semanário que contribuíram para sustentar campanhas políticas e sociais em favor do desenvolvimento da cidade. Assim, no início da segunda década do século XX, a cidade passou a contar com essa orientação da imprensa, redigida por advogados e outros intelectuais. Alguns anos depois, Souza Soares foi eleito suplente de deputado estadual e exerceu um curto mandato junto à Assembleia Legislativa Mineira.
Em 19 de fevereiro de 1921, o jornal paulistano O Combate publicou reportagem sobre as eleições realizadas naquele contexto, destacando a atuação do deputado Souza Soares em favor da cultura de São Sebastião do Paraíso. Embora publicasse artigos literários, O Libertas focalizava mais diretamente os embates políticos que prevaleceram no quadro da Primeira República. Ainda na década de 1920, Souza Soares atuou em outros órgãos da imprensa paraisense. Para finalizar, entre os colaboradores de O Libertas estavam ainda: o padre Aristóteles Aristodemus Benatti, o cônego José Philippe da Silveira, Hermantino Soares de Paula, João Joele, entre outros cidadãos que tudo fizeram para o desenvolvimento da cidade daquele tempo.
Luiz Carlos Pais
Enviado por Luiz Carlos Pais em 03/08/2026
Alterado em 10/08/2026