Luiz Carlos Pais
Tudo vale a pena se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)
Capa Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links
Textos

Muneo Abe: Presença que Permanece

Há partidas que silenciam o mundo material, mas que deixam profundos ecos de gratidão e afeto. A partida recente do querido cunhado Muneo Abe deixa um vazio imenso, mas sua presença permanece viva na certeza inabalável de uma vida dedicada ao amor, ao trabalho, à dignidade e ao cuidado com os seus. Nascido em Piedade, no interior paulista, em 27 de fevereiro de 1952, Muneo carregou desde cedo no nome e na alma a herança de sua família japonesa. Filho de Tieko e Shoji Abe — agricultor, massagista e artesão de bonecas —, ele herdou dos pais o valor sagrado do trabalho, da paciência e da delicadeza na construção dos dias, sempre guiado pela empatia e pela generosidade.

Muito jovem, iniciou sua trajetória profissional em Campinas, como funcionário da empresa de telecomunicações. Foi nessa etapa que o destino cruzou os seus passos com os de Nair Mitie Sakate, com quem se casou. O casal teve três filhas — Thatiana, Mariana e Giuliana —, que se tornaram seu grande orgulho e que, mais tarde, abençoaram sua vida com os netos Eduardo, João e Valentina. Para todos que puderam compartilhar de sua convivência, Muneo foi muito mais do que familiar e amigo: foi o guardião sereno da sabedoria do sol nascente, transmitindo, no exemplo diário, a brandura, a honra e o calor humano que caracterizam suas origens.

O chamado do trabalho acabou por trazê-lo para o Mato Grosso do Sul. Atuando primeiro em Aquidauana e, posteriormente, fixando-se em Campo Grande, Muneo integrou-se profundamente à nossa terra. Aqui, uniu a dedicação profissional à busca constante pelo conhecimento, graduando-se em Tecnólogo em Telecomunicações. Aposentou-se com honras, cercado pelo respeito de seus colegas e por uma imensa rede de amigos. Muneo sempre foi uma presença generosa. Esteve conosco em todos os momentos, nos abraços mais festivos e nos instantes de silêncio e dor, sempre oferecendo o ombro amigo, a palavra serena e o coração aberto. Cunhado exemplar, irmão de alma, sua presença era sinônimo de paz.

No dia 3 de outubro de 2026, após uma curta internação, Muneo completou o seu ciclo terreno. Descansou. Mas a sua luz não se apaga. Ela permanece viva no sorriso das filhas, na alegria de Eduardo, João e Valentina, e na saudade eterna guardada no coração de todos os familiares. Que os ventos suaves do infinito acolham a sua alma. A sua memória continuará presente, como a aurora branda que anuncia um novo dia. Como bem ensinou Guimarães Rosa, "as pessoas amadas não morrem, ficam encantadas." Com o nosso amor e saudade, Luiz Carlos Pais, Maria Massae Sakate e Família

 

Luiz Carlos Pais
Enviado por Luiz Carlos Pais em 06/10/2026
Alterado em 06/10/2026
Comentários